Também tá chatinho por causa do dentinhos que estão por vir e babando bastante, mas é um bebê muito alegre e cheio de energia.
Nesses oito meses aprendi um trilhão de coisas. Sobre o César, sobre mim e sobre nós. Nos divertimos muito, choramos também e dormimos pouco .
Lembro daquele primeiro dia em que ele veio todo lindo pro meus braços e agora já mal consigo segurá-lo sem que as costas dessa velha mãe reclame.
"Ele é tão calminho", disse eu ao telefone pra minha mãe, logo depois do parto. Eu era uma recém nascida mãe tão inocente! A médica, me alertou: a palavra mágica é "alta". E lá fomos nós pra casa, com um monte de gente esperando pra nos receber, todos querendo conhecer aquele pacotinho branquelo e de olhinhos puxados (naquela época ele tinha).
Chegamos e na primeira vez que fomos trocá-lo ele nos deu um jatinho de xixi de presente. Mas cinco segundos e uma rajada de cocô. Rimos feito bobos e passamos o dia entre os familiares, cansados e com sono, mas felizes.
Na hora de dormir, coloquei César no berço e fui me arrastando pra cama querendo correr pro meu travesseiro. Deitei. Um segundo depois: nhé! Ele reclamou e eu como exímia mãe de primeira viagem, corri pro quarto. Olhei e ele estava inquieto, choroso. Peguei no colo e sentei na cadeira de amamentação. Ele estava trocado, amamentado e quentinho. Do jeito que minha mãe ensinou. Mas não queria ficar no berço. Tentei mais uma, duas, três vezes e todas eram iguais. Quietinho e dormindo no colo, desperto e choroso quando colocado no berço. A falta de costume de ouvir choros madrugada adentro e o cansaço pra ficar tentando mante-lo no berço fez com que eu passasse a primeira noite com ele nos braços. Cochilei algumas vezes, mas o medo de derrubá-lo caso dormisse era maior. Foi a nossa primeira noite em casa juntos. Insone e preocupada, especial e inesquecível.
![]() |
| Fazendo pose no dia que saiu do hospital |
Em tempo: a lembrança do papai é de que ele não deu trabalho na primeira noite. ¬_¬

Nenhum comentário:
Postar um comentário